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A Quinta da Canta era, até o dia 15 de novembro de 2002, uma chácara que eu havia construído na Serra da Cantareira, a 32 kms.de São Paulo. O nome surgiu quando compramos dois terrenos e os anexamos àquele que abrigava a casa. Como a propriedade passou a ter 5.000 metros, e como a Teresa é descendente direta de portugueses, em homenagem à ela eu batizei a chácara de Quinta da Canta. Canta é uma abreviação carinhosa que sempre demos à Cantareira. Era o nosso refúgio e tudo ali - desde a construção, as plantas, até os objetos de decoração - foi feito com muito carinho.

A idéia de transformar a Quinta da Canta num restaurante foi incentivada por dois casais amigos: Naná e Nando e Gilce e Beto. Mas queríamos um pouco mais do que um simples restaurante. Queríamos transformar a Quinta da Canta num espaço diferenciado onde os frequentadores deveriam ter uma mesa exclusiva para saborear não apenas a comida, mas toda a beleza da Mata Atlântica.

Assim, começamos a delinear o perfil da Quinta da Canta. No começo abriríamos para almoços de fins de semana. Mas por que alguém iria tão longe para almoçar num fim de semana? Tínhamos que atrair nossos clientes. Mais que um restaurante, a Quinta da Canta deveria ser um espaço que pudesse reunir lazer, gastronomia e lembranças do campo.

Primeiramente deveríamos servir em nosso cardápio comidas de origem campestre da Itália, da França, de Portugal, da Espanha, do Brasil. Comidas basicamente feitas em fogão e forno de lenha. Este seria o nosso primeiro diferencial.

Depois, a preparação de um menu degustação, dentro da ótica do "slow food", conceito cada vez mais difundido em pequenas cidades da Itália e da França. Os pratos deveriam ser servidos ao sabor de um dia prazeiroso, sem pressa para nada, para que os frequentadores pudessem apreciar a Mata Atlântica, o movimento dos ventos nas árvores, os diferentes cantos de pássaros, a surpresa de um esquilo ou um macaco pulando num galho, um momento de paz. Tudo acompanhado de muita conversa, muitas risadas, uma comida saborosa e um atendimento que fizesse com que o cliente se sentisse como se estivesse em sua própria chácara, ao lado de amigos.

Em dias de sol, o almoço seria servido no jardim, com direito a mergulho na piscina. Em dias mais frios e fechados, o clima interno com fogão de lenha e lareira deveria trazer muito aconchego.

E, para que o nosso cliente pudesse ter boas lembranças do campo, ofereceríamos produtos de arte popular desenvolvidas por algumas ONGs, além de algumas especiarias produzidas na própria Quinta da Canta.

Essa era a idéia.

Achamos que ela está vingando. As pessoas estão vindo e gostando. E voltando.

Tudo porque a Quinta da Canta se reserva ao direito de oferecer aos amigos um domingo agradável e exclusivo.

Seja bem-vindo.